A artrodese do joelho é uma cirurgia que une o fêmur à tíbia, deixando o joelho sem movimento. É um procedimento de exceção, considerado quando outras opções não são possíveis ou falharam.

Artrodese é a fusão de dois ossos de uma articulação. No joelho, o fêmur e a tíbia são preparados e fixados para se unirem como um único osso. Com isso, a perna fica firme e reta, ou quase reta, e o joelho deixa de dobrar.
O objetivo é oferecer um apoio estável e reduzir a dor quando a articulação não pode mais ser reconstruída. Por ser uma mudança definitiva no movimento, a artrodese do joelho é pouco comum hoje e fica reservada a situações bem selecionadas.
Ela costuma ser discutida como cirurgia de salvamento, quando as alternativas se esgotaram. Entre as situações mais citadas estão:
Um estudo sobre prótese de joelho com infecção crônica descreve a artrodese com haste intramedular como procedimento de salvamento, depois de várias cirurgias anteriores. Esse contexto mostra o perfil de quem chega a essa decisão. Para a maior parte dos casos de desgaste, existem outras opções. Saiba quando a prótese de joelho é indicada.
A artroplastia substitui as superfícies gastas por uma prótese e procura manter o movimento. A artrodese faz o contrário: elimina o movimento para ganhar estabilidade e reduzir a dor.
Por isso, a artroplastia é o caminho habitual para a artrose avançada, enquanto a artrodese costuma ser cogitada quando a prótese não é mais viável. Conheça mais sobre a prótese de joelho, a osteotomia e as demais opções da cirurgia do joelho.
Antes da cirurgia, o planejamento considera a causa, o estado dos ossos e das partes moles e, se houver infecção, o controle dela. O cirurgião remove o que for necessário e aproxima as superfícies ósseas no alinhamento planejado.
A fixação pode ser feita de formas diferentes:
A escolha depende do caso e pode envolver mais de uma etapa cirúrgica.
A recuperação é longa. O osso costuma levar meses para consolidar, e a liberação para o apoio segue o tipo de fixação, a qualidade óssea e as radiografias de controle. Em quadros de infecção, o tratamento com antibióticos pode caminhar junto.
A fisioterapia trabalha força, equilíbrio, marcha e transferências, como sentar e levantar. Cada caso tem um cronograma próprio, definido pelo cirurgião. Há riscos como infecção, falha de consolidação, fratura e trombose. O alinhamento e o tempo de recuperação são discutidos antes da cirurgia.
Com o joelho sem dobrar, atividades simples pedem adaptação. Sentar em cadeiras baixas, entrar no carro, usar transporte público e subir escadas mudam. A perna operada pode ficar um pouco mais curta, e um calço no calçado pode ser usado.
Andar costuma consumir mais energia do que com um joelho que dobra. Por outro lado, o objetivo é uma perna estável e menos dolorosa. O resultado varia de paciente para paciente, e conversar com quem acompanha o tratamento ajuda a alinhar as expectativas.
Sobre direitos e benefícios, a orientação deve vir de um profissional do serviço social ou da área jurídica, já que depende de cada situação. Para o pós-operatório em geral, veja a recuperação da cirurgia do joelho.
ArtroseNão é a radiografia que indica a prótese — é o impacto na vida. Entenda os critérios, a diferença entre prótese parcial e total e o que esperar do pós-operatório.
Ler artigo
Pós-operatórioO que realmente define o tempo de recuperação — e por que o calendário importa menos do que os critérios funcionais. As fases, os prazos por procedimento e os erros mais comuns.
Ler artigo
ArtroseDiagnóstico de artrose não significa cirurgia marcada. O que a evidência mostra sobre exercício, peso, medicação e infiltrações — e quando a prótese realmente entra na conversa.
Ler artigoAgende sua consulta com o Dr. Guilherme Alvim e receba um diagnóstico preciso e um plano de tratamento feito para o seu caso.