Ruptura do Ligamento Cruzado Posterior (LCP): Sintomas, Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

Cirurgião Ortopedista

Dr. Guilherme Alvim
CRM - CRM RJ 907464 / RQE 46089 / TEOT 14965

LCP | Dr. Guilherme Alvim

Ruptura do Ligamento Cruzado Posterior (LCP): Sintomas, Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

Síntese introdutória: A ruptura do ligamento cruzado posterior (LCP) é uma lesão menos frequente que a do ligamento cruzado anterior, mas igualmente importante, pois compromete a estabilidade do joelho. Reconhecer os sintomas, realizar um diagnóstico preciso e definir o tratamento adequado, incluindo cirurgia quando necessário, é fundamental para prevenir complicações e garantir a recuperação funcional.

O que é o Ligamento Cruzado Posterior (LCP)?

O ligamento cruzado posterior (LCP) é um dos principais estabilizadores do joelho, localizado na parte posterior da articulação. Ele tem como função principal impedir que a tíbia deslize para trás em relação ao fêmur e contribui para a estabilidade rotacional durante atividades que exigem mudanças rápidas de direção, agachamentos ou impactos repetitivos. A integridade do LCP é essencial para movimentos de alta intensidade, como corridas, saltos e esportes de contato.

Como Ocorre a Ruptura do LCP?

A ruptura do LCP geralmente resulta de traumas diretos ou acidentes de alta energia, sendo mais comum em:

  • Acidentes de trânsito, especialmente colisões em que o joelho bate no painel do carro (“dashboard injury”);
  • Quedas em que o joelho dobrado recebe impacto posterior na tíbia;
  • Lesões esportivas de alta intensidade, como futebol, esqui, artes marciais e basquete;
  • Traumas combinados com outras lesões ligamentares ou fraturas na articulação do joelho.

Em alguns casos, a ruptura do LCP pode ocorrer de forma isolada ou associada a lesões do ligamento colateral medial, lateral ou do menisco, tornando o quadro clínico mais complexo.

Sintomas da Ruptura do LCP

Os sintomas da ruptura incluem:

  • Sensação de instabilidade ou falseio ao caminhar, agachar ou mudar de direção;
  • Dor localizada na parte posterior do joelho, que pode aumentar ao subir escadas ou correr;
  • Inchaço moderado a intenso nas primeiras horas após o trauma;
  • Dificuldade em apoiar totalmente o peso do corpo sobre a perna afetada;
  • Hematomas posteriores na região do joelho;
  • Nos casos crônicos, desgaste articular, limitação de movimentos e dor persistente.

Diagnóstico da Lesão do LCP

O diagnóstico da ruptura do LCP começa com avaliação clínica detalhada por um ortopedista especialista em joelho. O profissional avalia:

  • Histórico do trauma e mecanismos de lesão;
  • Exame físico com testes específicos, como o teste da gaveta posterior e teste de estresse em varo/valgo;
  • Avaliação da amplitude de movimento, força muscular e instabilidade rotacional.

Exames de imagem complementares são essenciais para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento:

  • Ressonância magnética: exame de escolha para avaliar a extensão da lesão ligamentar e identificar lesões associadas nos meniscos ou outros ligamentos;
  • Radiografia: útil para descartar fraturas ou avulsões ósseas;
  • Tomografia computadorizada: indicada em casos específicos para detalhar alterações ósseas.

Tratamento Conservador vs. Cirúrgico

O tratamento depende da gravidade da lesão, idade, nível de atividade física e presença de instabilidade sintomática.

Tratamento Conservador

Indicado principalmente em rupturas isoladas e sem instabilidade significativa:

  • Fisioterapia para fortalecimento do quadríceps, isquiotibiais e músculos do quadril;
  • Exercícios de equilíbrio, propriocepção e reabilitação funcional;
  • Controle da dor e inflamação com gelo e anti-inflamatórios;
  • Uso de órteses ou joelheiras em atividades físicas específicas.

Tratamento Cirúrgico

Indicado em casos de instabilidade significativa, lesões multiligamentares ou falha do tratamento conservador. A reconstrução do LCP envolve a substituição do ligamento rompido por enxertos autólogos (do próprio paciente) ou alogênicos (de doadores), restaurando a estabilidade do joelho e prevenindo degeneração precoce da articulação.

O pós-operatório inclui:

  • Imobilização inicial do joelho;
  • Fisioterapia intensiva para recuperar força, amplitude de movimento e função;
  • Retorno gradual às atividades esportivas e rotina diária, conforme evolução clínica.

Por Que Não Ignorar a Ruptura do LCP?

Ignorar a ruptura do ligamento cruzado posterior pode levar a instabilidade crônica, aumento do risco de lesões meniscais, artrose precoce e comprometimento funcional do joelho. Avaliação precoce e plano de tratamento individualizado são essenciais para preservar a saúde articular e a qualidade de vida.

Para uma avaliação especializada, agende uma consulta com o Dr. Guilherme Alvim, ortopedista especialista em joelho, e conheça nossa clínica para acompanhamento completo e seguro.

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