Plica Sinovial do Joelho: O Que É, Sintomas e Tratamento

A plica sinovial do joelho pode causar dor, estalos e limitação articular. Conheça os sintomas, o diagnóstico e as opções de tratamento conservador e cirúrgico.

Cirurgião Ortopedista

Dr. Guilherme Alvim
CRM - CRM RJ 907464 / RQE 46089 / TEOT 14965

Plica Sinovial do Joelho | Dr. Guilherme Alvim

A plica sinovial do joelho é uma estrutura anatômica que pode passar despercebida durante toda a vida, mas que, em alguns pacientes, se torna fonte de dor crônica e desconforto articular. Identificar e tratar adequadamente essa condição é fundamental para devolver a função do joelho e a qualidade de vida.

O que é a plica sinovial do joelho

A plica sinovial do joelho é uma dobra da membrana sinovial, tecido fino que reveste internamente a articulação. Trata-se de um remanescente embrionário, ou seja, uma estrutura presente desde o desenvolvimento fetal e que pode persistir na vida adulta sem causar sintomas.

Quando essa dobra se torna espessada, inflamada ou pinçada entre as estruturas articulares, surge a chamada síndrome da plica sinovial, responsável por dor e limitação funcional do joelho.

Tipos de plica no joelho

Existem quatro tipos principais de plicas, classificadas conforme sua localização anatômica:

  • Plica suprapatelar: situada acima da patela.
  • Plica medial (mediopatelar): a mais sintomática, na lateral interna do joelho.
  • Plica lateral: pouco comum, na lateral externa.
  • Plica infrapatelar: abaixo da patela, frequentemente sem sintomas.

A plica medial é a mais associada à plica sinovial do joelho sintomática, por seu atrito frequente contra o côndilo femoral medial.

Causas e fatores de risco

A inflamação da plica costuma ser desencadeada por fatores mecânicos. Entre os principais estão:

  • Sobrecarga repetitiva do joelho em corridas e ciclismo.
  • Traumas diretos na face anterior do joelho.
  • Movimentos repetitivos de flexão e extensão.
  • Desequilíbrios musculares do quadríceps.
  • Cirurgias prévias com formação de aderências.

Sintomas da síndrome da plica sinovial

Os sintomas da plica sinovial do joelho podem se confundir com outras condições, como condromalácia patelar e lesão de menisco. Os principais sinais incluem:

  • Dor na face interna ou anterior do joelho.
  • Sensação de estalido ou ressalto durante a flexão.
  • Pseudobloqueio articular, com sensação de joelho preso.
  • Dor que piora ao subir e descer escadas.
  • Desconforto após permanecer sentado por longos períodos.
  • Inchaço discreto recorrente.

Diagnóstico da plica sinovial do joelho

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, com manobras específicas que reproduzem a dor. Exames de imagem ajudam a confirmar a hipótese e descartar outras patologias:

  • Ressonância magnética: pode visualizar a plica espessada e inflamada.
  • Ultrassonografia dinâmica: avalia o atrito da plica durante o movimento.
  • Artroscopia diagnóstica: padrão-ouro em casos duvidosos, permitindo ver e tratar a lesão no mesmo procedimento.

Tratamento conservador

A maioria dos pacientes com plica sinovial do joelho melhora com tratamento conservador. As principais medidas incluem:

  • Repouso relativo e ajuste das atividades físicas.
  • Crioterapia para controle da inflamação.
  • Anti-inflamatórios sob prescrição médica.
  • Fisioterapia com fortalecimento do quadríceps e alongamento.
  • Infiltrações guiadas em casos selecionados.

Quando a cirurgia é indicada

Quando o tratamento conservador não traz alívio dos sintomas após cerca de 3 a 6 meses, a cirurgia pode ser indicada. O procedimento de escolha é a artroscopia, com ressecção da plica inflamada. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva, com pequenas incisões, recuperação rápida e excelentes resultados.

Após o procedimento, o paciente inicia fisioterapia precoce e costuma retornar às atividades esportivas em poucas semanas, conforme orientação do ortopedista.

Conclusão

A plica sinovial do joelho é uma causa frequente, porém subdiagnosticada, de dor articular. Com avaliação adequada e plano terapêutico individualizado pelo Dr. Guilherme Alvim, é possível controlar os sintomas, evitar a evolução do quadro e devolver ao paciente a liberdade de movimentos.

Para entender mais sobre a anatomia do joelho, acesse o portal da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

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